Alfredo um jovem robusto, que morava numa cidade não muito civilizada, morava com os pais, não era muito bem sucedido no quesito amizade,namoradas, talvez isso tenha a ver com o que sente, se é que podemos chamar de sentimento , o que poderia ser essa "coisa" que ronda tanto a cabeça de Alfredo.
Em sua cidade havia um único precipício , abandonado, com uma cerca de madeira velha pintada de branco em volta, a pintura do precipício já nem dava pra decifrar a cor, o que deixava o lugar mais triste e sem vida, ele ficava no meio da cidade, bem onde era o comércio, Alfredo estava saindo da escola, cabisbaixo, passou pelo precipício que nunca tinha parado para olhar, quando se deu conta já estava no alto do precipício. Lá do alto ele pode ver claramente todo tipo de pessoa, pode ver a falsidade, o egoísmo, as mascaras , pode ver claramente, a secura, os casais, as famílias , grupos de amigos, eram todos iguais.Alfredo não queria essa vida, não tinha vontade de ter aquela vida, de ter namorada, de ter vários amigos, de fingir ter um sentimento, só de pensar nisso já te dava náuseas.
Alfredo saiu do precipício encabulado com o que acabara de acontecer , ele não conseguia ter sentimento, ele não conseguia desejar amar, mas na verdade o que estava acontecendo é que ele estava pensando demais, pensando no passado, pensando no que ia acontecer, mas jamais pensando no presente.
Pensar não é o melhor remédio, percebe isso quando você se vê perdido, sugado por seus pensamentos, pensar é bom, quando se sabe o que pensar.
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